O futuro computadorizado: a Inteligência Artificial e seu papel na sociedade


A Microsoft lançou recentemente o livro “The Future Computed”, a visão da companhia sobre as perspectivas tecnológicas para os próximos anos com o advento da Inteligência Artificial.


Com prefácio assinado por Brad Smith, presidente e Chief Legal Officer da Microsoft, e Harry Shum, líder da Microsoft Research and AI, o livro propõe princípios éticos para o desenvolvimento de IA, além de trazer uma análise sobre o que pode ocorrer com o mercado de trabalho nos próximos anos.


São duas questões que precisam ser encaradas de frente.


A tecnologia – incluindo dispositivos móveis e computação em nuvem – mudou fundamentalmente a maneira como consumimos notícias, planejamos nosso dia, nos comunicamos, compramos e interagimos com nossa família, amigos e colegas.


Daqui a duas décadas, como será o nosso mundo?


Na Microsoft, imaginamos que a Inteligência Artificial nos ajudará a fazer mais com uma das nossas mercadorias mais preciosas: o tempo. Em 2038, os assistentes digitais pessoais serão treinados para antecipar nossas necessidades, ajudar a gerenciar nossa programação, nos preparar para reuniões, ajudar a planejar nossas vidas sociais, responder e encaminhar comunicações e dirigir carros.


Além de nossas vidas pessoais, a IA permitirá avanços inovadores em áreas como saúde, agricultura, educação e transporte. Isso já está acontecendo de maneiras impressionantes.


Mas, como testemunhamos nos últimos 20 anos, a nova tecnologia também suscita questões complexas e preocupações sociais amplas. À medida que olhamos para um futuro alimentado por uma parceria entre computadores e humanos, é importante abordar esses desafios de frente.


Como podemos garantir que a IA seja projetada e usada de forma responsável? Como estabeleceremos princípios éticos para proteger as pessoas? Como devemos governar o seu uso? E como a IA afetará o emprego e o trabalho?


Para responder a essas perguntas difíceis, os profissionais de tecnologia precisarão trabalhar em estreita colaboração com os governos, a academia, as empresas, a sociedade civil e outras partes interessadas.


Na Microsoft, identificamos seis princípios éticos:

  • Equidade;

  • Confiabilidade e segurança;

  • Garantia de privacidade;

  • Inclusão;

  • Transparência e responsabilidade – para orientar o desenvolvimento

  • Uso interdisciplinar da Inteligência Artificial.

Quanto melhor entendermos esses problemas ou semelhantes – e quanto mais os desenvolvedores de tecnologia e os usuários puderem compartilhar as melhores práticas para abordá-los – o mundo será mais bem servido quando contemplarmos regras sociais para governar a IA.


Devemos também prestar atenção ao impacto da IA na vida dos trabalhadores. Que empregos a IA eliminará? Que funções e cargos criará?

Se há uma constante em mais de 250 anos de mudança tecnológica é o impacto contínuo da tecnologia no mercado de trabalho – a criação de novos empregos, a eliminação de funções existentes e a evolução das tarefas e do conteúdo do trabalho. É certo que isso vai continuar.


Algumas conclusões importantes estão surgindo.

Em primeiro lugar, as empresas e os países que se darão melhor na era da IA ​​serão aqueles que aceitarem essas mudanças de forma rápida e eficaz. Isso porque novos empregos e crescimento econômico virão para aqueles que abraçarem a tecnologia, não para aqueles que resistirem ou demorarem a adotá-la.


Segundo, enquanto acreditamos que a IA ajudará a resolver grandes problemas sociais, devemos olhar para este futuro com um olhar crítico. Haverá desafios e oportunidades. Devemos endereçar a necessidade de fortes princípios éticos, a evolução das leis, o treinamento para novas habilidades e até mesmo as reformas do mercado de trabalho. Isso tudo deve se juntar se quisermos aproveitar ao máximo a IA.


Em terceiro lugar, precisamos agir com um senso de responsabilidade compartilhada porque a IA não será criada apenas pelo setor de tecnologia.


Na Microsoft, estamos trabalhando para democratizar a IA de uma maneira semelhante à forma como tornamos o PC disponível para todos. Isso significa que estamos criando ferramentas para facilitar a criação de soluções baseadas em IA para todos os desenvolvedores, empresas e governos e acelerar o benefício para a sociedade.


Tudo isso nos leva ao que pode ser uma das conclusões mais importantes de todas. Qualificação para um mundo alimentado por IA envolve mais do que ciência, tecnologia, engenharia e matemática. À medida que os computadores se comportam mais como seres humanos, as ciências sociais e humanas se tornarão ainda mais importantes.


Os cursos de idiomas, arte, história, economia, ética, filosofia, psicologia e desenvolvimento humano podem ensinar habilidades críticas, filosóficas e éticas que serão fundamentais no desenvolvimento e gerenciamento de soluções de IA.


Para que a IA atinja seu potencial em servir os seres humanos, cada engenheiro precisará aprender mais sobre as artes liberais e todos os profissionais das artes liberais precisarão aprender mais sobre engenharia.


Embora não tenhamos uma bola de cristal que nos mostre o futuro, sabemos que todos nós precisaremos passar mais tempo ouvindo e aprendendo uns com os outros.


Esperamos que The Future Computed possa contribuir para essa conversa.

FONTE:

https://news.microsoft.com/pt-br/o-futuro-computadorizado-inteligencia-artificial-e-seu-papel-na-sociedade/


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