60% dos jovens estão aprendendo profissões que a AI (Inteligência Artificial) vai ocupar em apenas 2

A AI (Inteligência Artificial) vai se apossar de mais de 60% das profissões mundiais em menos de 20 anos e os profissionais de TI não estão fora desta lista.


De acordo com o relatório The New Work Order, divulgado pela Foundation for Young Australians (FYA), mais da metade dos estudantes do país estão atrás de profissões que se tornarão obsoletas pelos avanços tecnológicos e automação.


Em um apontamento preocupante, a pesquisa mostra que 60% dos jovens entram no mercado de trabalho em profissões que serão “radicalmente afetados pela automação”, e que pode ocorrer dentro dos próximos 10 a 15 anos.


A CEO da FYA, Jan Owen, disse que enquanto a taxa de desemprego e subemprego para os jovens na Austrália já é de cerca de 30%, as chances de conseguir uma posição no mercado de trabalho vão continuar a encolher. “Nossa análise descobriu que 60% dos estudantes ocuparão empregos que terão um nível de automação de dois terços nas próximas décadas”, destacou.


Neste relatório recomenda que se dê mais ênfase às habilidades digitais e ao empreendedorismo para os jovens. Acrescenta também que a redução dos impostos para os trabalhadores de baixa renda e a concessão de mais direitos aos trabalhadores freelancers poderiam ajudar a preparar a economia e a sociedade da Austrália para o futuro.

Fazendo coro, no ano passado, um relatório dos professores da Oxford, Carl Benedikt Frey e Michael Osborne, analisaram 702 profissões e estimaram suas chances de automatização nos próximos 20 anos.


Neste ano a Foxconn substituiu 60.000 funcionários por robôs em uma fábrica na China. A empresa de eletrônicos que abastece a Apple, Samsung e dezenas de montadoras famosas reduziu o quadro de suas fábrica em Kunshan (China) de 110.000 a 50.000 empregados, de acordo com o jornal South China Morning Post.


A empresa explicou que os novos robôs estão com as tarefas mais mecânicas do processo de produção, mas que os seus centros continuará precisar de trabalhadores envolvidos em pesquisa e desenvolvimento.

Substituir trabalhadores por robôs na cidade de Kunshan na China não é apenas uma decisão isolada da Foxconn, sendo que 600 grandes empresas estabelecidas nesta cidade têm planos parecidos.


Atualmente, a cidade de Kunshan é a mais importante do mundo em produção de laptops e eletrônicos e conta com mais de 4.800 empresas.


Como problema perceber a extinção de profissões não é exclusiva de trabalhos manuais.


Existem previsões catastróficas no mercado de TI.


A maioria das pessoas pensava que a AI só pode assumir, trabalhos manuais como o de motoristas de táxis, caminhões, ônibus, cobradores de ônibus, supermercado e etc... Isso com certeza torna as previsões surpreendentes até mesmo para o público de profissionais de TI. Já que são obviamente somos bastante familiarizados com tendências de carreira no setor de TI.


Em uma Conferência, em San Francisco, o bilionário Vinod Khosla fundador da Sun Microsystems afirmou que 80% dos empregos de TI poderiam ser substituídos por sistemas com AI em questão de décadas.



"Eu acho que isso é emocionante", acrescentou Khosla, fundador da Sun Microsystems e da empresa de risco Khosla Ventures em Silicon Valley. Isso, é claro, é uma afirmação estranha a fazer sobre a perda de emprego de talvez milhões de pessoas no mundo.


Falando plateia formada basicamente por CIOs e outros grandes executivos da tecnologia do Vale do Silício, Khosla apoiou sua declaração citando exemplos de empresas que estão desenvolvendo tecnologia que automatizaria a indústria de TI.


Ele menciona Nutanix, uma empresa que Khosla Ventures vem investindo pesado em novas tecnologias para automatizar a maior parte do trabalho de infraestrutura da computação.


Automatizando a configuração, manutenção, administração e planejamento de redes tudo através da nuvem. Ele também menciona startups de software empresarial como a Mesosphere, que simplificam muito o trabalho de instalação e manutenção de software em servidores.


Khosla tentou acalmar seu público de grandes executivos do Vale do Silicio, dizendo-lhes para não se preocupar porque "estamos todos nos outros 20%, não os 80% que são funções automatizáveis."


Ele garantiu que CIOs e grandes executivos de tecnologia não precisam se preocupar, garantindo que para eles ainda há um futuro promissor nas carreiras do alto escalão da Tecnologia da Informação.


Mas o bilionário do Vale do Silício não está sozinho em ver um futuro de IA nas indústrias de colarinho branco, talvez como médicos, advogados e contadores. E agora, como eles.


Mas para ser justo, talvez Khosla esteja certo ao dizer que é "excitante", pelo menos até certo ponto. Afinal, ver máquinas fazendo o que os seres humanos podem fazer tem uma "certa vantagem". Sendo que com a automatização dos processos ficará mais rápida, produtiva e mais barata. Isso pode garantir preços mais baixos e proporcionará benefícios para a sociedade comum através de tecnologias mais acessíveis.


A forma como trabalhamos mudará – mais automação, globalização e carreiras mais colaborativas poderiam ajudar a diminuir as barreiras do trabalho e tornar nossa vida mais flexível e menos regulamentada e com isso a qualidade de vida da população aumentaria.


No entanto, essas mudanças também podem levar a aumentos de desemprego, desigualdade social incalculável além de total insegurança nos empregos. As nas melhores perspectivas, acreditam que esta mudança "possa ser contornada" através do empreendedorismo e startups. Mas mesmo assim, a perda de empregos em larga escala que está prestes a acontecer não pode ser ignorada.


É importante que os decisores políticos e os líderes da indústria apresentem soluções que possam ajudar o trabalhador e o ser humano e, ao mesmo tempo, permitir que o progresso tecnológico siga o seu curso. E "oremos a Matrix Quântica" para que os exércitos de máquinas e nanomáquinas tragam grandes melhoras a qualidade de vida da maioria ao invés de trazer lucros gigantescos para tão poucas corporações em contraponto ao caos mundial com a população perdida entre a miséria e o apogeu de um consumismo exacerbado. (Embora isso seja quase impossível).


FONTE:

http://www.ihu.unisinos.br

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