COMO CRIAR NEGÓCIOS PARA A TERCEIRA IDADE.

Com o aumento da qualidade de vida, empreendedor pode apostar em negócios ligados à saúde, ao lazer e ao bem-estar


Hoje, a expectativa de vida do brasileiro é de 74,9 anos — um aumento de 12,4 anos em relação a 1980. Com a extensão da longevidade da população, aumentou também o contingente de idosos no país.


Segundo o IBGE, o Brasil reúne 26,3 milhões de pessoas com mais de 60 anos, número que deve chegar a 28,2 milhões até 2020. Por trás dos indicadores demográficos, está um novo perfil de consumidor — ele deseja viver melhor e está disposto a gastar com isso.


“As demandas dessa faixa etária sempre foram mal atendidas. Mas isso começa a mudar quando mais cidadãos da terceira idade passam a ser vistos na rua, no trabalho e nos restaurantes”, diz Benjamin Rosenthal, da Gagarin, consultoria de pesquisa de mercado especializada em consumidores com mais de 50 anos.


Segundo Rosenthal, além do aumento da presença entre a população economicamente ativa — 88% desses idosos têm renda própria —, os avanços na medicina contribuíram para a busca por qualidade de vida, abrindo espaço para segmentos ligados à saúde, ao lazer e ao bem-estar.


A convivência prolongada entre gerações (avós, pais e netos) também tem se mostrado como outro fator essencial para a formação de um novo mercado de terceira idade.



“A chamada fase do declínio físico está vindo cada vez mais tarde. Isso contribui para que idosos e jovens conversem de igual para igual e abandonem os estigmas relacionados à velhice”, afirma.


Vovozinha? Mas que nada Os pilares básicos para atender o novo consumidor de terceira idade


Além do bê-á-bá A nova terceira idade é bem informada e tem altas expectativas sobre os produtos e serviços que consome. Desse modo, equipes de atendimento devem estar preparadas para resolver problemas complexos dos clientes. Isso vale inclusive para segmentos tidos como redutos dos jovens, como o mercado de tablets e smartphones.


Estrutura acessível Mesmo com a evolução física dos consumidores acima de 60 anos, estabelecimentos comerciais que os recebem precisam levar em conta aspectos de acessibilidade. Espaços localizados em imóveis com muitos andares, sem elevadores ou escadas rolantes podem comprometer a circulação do público pelo local.


Consumo fora do lar Tornou-se cada vez mais difícil encontrar avós que passam a maior parte do tempo assistindo à televisão ou cuidando dos netos. A nova terceira idade prioriza atividades de lazer e experiências de consumo fora de casa, como restaurantes, viagens e cursos livres.


Nada de pantufa Consumidores da terceira idade se preocupam com o design e o status social de marcas e produtos.


Esse aspecto vem sendo reforçado pela exposição em perfis de redes sociais, como o Fashion Grandpas, página do Instagram de moda para idosos que reúne uma base de 28 mil seguidores.



Fonte: http://revistapegn.globo.com


Benjamin Rosenthal

Researcher in Consumer Culture and Marketing Professor (PhD)

https://www.linkedin.com/in/benjamin-rosenthal-ba3232/


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