EMPREENDEDORES DE SÃO PAULO FATURAM R$ 16 MILHÕES COM BIG DATA.

Startup de São Paulo cria soluções para melhorar a taxa de conversão das lojas virtuais.


A cada 100 usuários que entram em um site de e-commerce, apenas 1 ou 2 fecham a compra, segundo dados do eBit.


Ajudar as lojas virtuais a melhorarem a sua taxa de conversão é a missão da ShopBack, empresa criada em 2013 pelos amigos paulistanos Isaac Ezra, 37 anos, e Sergio Blacheniene, 37.


No ano passado, as soluções de retenção desenvolvidas pela empresa conquistaram 900 clientes em nove países e renderam aos sócios um faturamento de R$ 16 milhões.


Essa não é a primeira startup de Ezra e Blacheliene, ambos formados em Engenharia de Produção.


Em 2010, os dois fundaram juntos o site de compras coletivas Clube do Desconto, que chegou a ficar entre os quatro maiores empreendimentos do tipo no Brasil.


Depois de três anos, decidiram vender a operação. “Sempre fomos inquietos”, diz Ezra. “Nossa ideia era lançar um negócio novo a cada seis meses.”


Depois de estudar o mercado virtual, optaram pela área de big data. “Achamos que, se estudássemos as estatísticas e entendêssemos o comportamento desse usuário, poderíamos convencê-lo a não abandonar o carrinho”, diz Ezra.


Com um aporte de R$ 3 milhões de um investidor anjo, lançaram as primeiras soluções em 2014 - na época, já contavam com um terceiro sócio, André Teixeira.


São ferramentas como o e-mail retargeting, o envio sistemático de e-mails para uma pessoa que só entrou no e-commerce, mas não chegou a preencher nada. “Também criamos elementos de persuasão, como textos que surgem na tela dizendo que aquele é o último quarto disponível, ou que vendemos 10 tênis daquele modelo no mesmo dia.” Há ainda as notificações no Facebook oferecendo vantagens como descontos ou frete grátis, e os recados que surgem quando o cliente está prestes a deixar o e-commerce. “Perguntamos se ele prefere fazer a compra por telefone em outro momento. Ou se quer deixar um e-mail, para avisarmos quando o preço baixar”, diz Ezra.


Pelo modelo de negócio da ShopBack, os clientes não pagam nada pelas ferramentas: eles cobram apenas por leads ou produtos vendidos. “Dessa maneira, conseguimos atrair sites de todos os tamanhos – para aqueles muito pequenos, cobramos uma taxa mínima”, afirma.


Depois de ouvir a demanda do cliente, os sócios oferecem um pacote completo, já com layout e comunicação definidos. “Tudo que ele tem que fazer é colocar uma tag no site.”


Entre os clientes da ShopBack, estão gigantes como Netshoes, Buscapé e Brastemp - o portfólio também inclui instituições financeiras como Mastercard e Itaú. Em 2015, o faturamento foi de R$ 3,4 milhões.


No ano passado, a conquista do mercado internacional – hoje, a empresa tem clientes nos Estados Unidos, Inglaterra, França, Portugal, México e Chile - impulsionou o crescimento da receita, que chegou a R$ 16 milhões.


Em novembro de 2016, a empresa participou do Web Summit 2016, que reuniu algumas das maiores startups do planeta.


Agora, o objetivo da empresa – que tem 35 funcionários em São Paulo e 7 em um escritório em Presidente Prudente – é conquistar 1.500 clientes em 2017 e ampliar seu alcance no Brasil e nos Estados Unidos. “Esse é um mercado em constante transformação. Por isso, estamos sempre criando soluções tecnológicas novas, para agregar valor aos nossos produtos e conquistar clientes ansiosos por novidades.”


Fonte:

http://revistapegn.globo.com

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