Esta brasileira tem 25 anos e duas startups milionárias.


Em entrevista, Camila Achutti, 25, defende ensino de programação nas escolas e conta que quer encontrar mais mulheres em negócios de inovação.


Camila Achutti tem 25 anos e é dona de duas startups com foco em inovação ecom faturamentos milionários. Apesar do sucesso, quando olha em volta, Camila não se reconhece entre seus pares. “Ser empreendedora em tecnologia é não se reconhecer no entorno. Vou a eventos de fundadores e só tem homens”, desabafa.


Mas a empreendedora não tem tempo para se intimidar com sua situação de minoria. Fundadora da consultoria em inovação Ponte 21 e da plataforma de educação em tecnologia Mastertech, ela e sua equipe estão de mudança do Cubo, espaço de coworking do banco Itaú que abriga startups inovadoras com as dela, e onde estiveram instalados por cerca de dois anos. “Não cabemos mais aqui”.


Também trabalha na primeira rodada de investimento do Mastertech, aberta este mês e que pretende captar 2 milhões de dólares. Com o dinheiro, Camila quer expandir o negócio e levar cursos de tecnologia a milhares de alunos. “A programação não deveria ser um fim, mas um meio. Assim como se aprende a ler e escrever, deveríamos aprender a programar”, defende.


Em entrevista a Exame.com, a empreendedora fala sobre tecnologia, os planos para suas startups, as dificuldades de empreender no Brasil e o que perdemos por não termos mais mulheres nos ambientes de inovação. “Estaríamos num mundo muito melhor”.


Leia a entrevista:


Exame.com – Você tem duas empresas, uma delas é a Ponte 21.

O que ela faz?

Camila Achutti – Eu e o Felipe Barreiros somos sócios na Ponte 21 e no Mastertech e combinamos que seremos sócios em tudo o que a gente for fazer.


A Ponte 21 nasceu quando nenhum de nós tinha dinheiro para começar uma startup, então pegamos o que a gente sabia fazer de melhor e começamos a empresa. Ambos tínhamos uma sensação de que a gente não se encaixava muito no mercado corporativo de tecnologia, então nos colocamos na posição de facilitadores dessa coisa que amedrontava muita gente que era fazer software.


Colocamos o slogan de um novo produto em oito semanas, falávamos que se durasse mais que oito semanas não era um MVP [Mínimo Produto Viável, na sigla em inglês], e aí a gente acabou sendo contratado pelas áreas de inovação de grandes empresas. Atendemos Renault, Leroy, Itaú, grandes empresas que não tinham braço interno pra gerenciar os projetos de inovação.


E o Mastertech?

É uma plataforma de educação de habilidades do século 21 . A gente tem três vertentes: tecnologia, UX e design de negócios, então a gente fala que é um lugar pra você aprender tudo o que você quiser. A gente tem alguns formatos de formação: o maior é o Boot Camp, que é super imersivo, mas também temos cursos e workshops.


E como ele surgiu?

Eu e o Fê nos conhecemos trabalhando com educação de tecnologia e a gente sempre teve muito prazer em ensinar as pessoas o que a gente fazia. E a gente percebeu que a Ponte 21 era incrível, super lucrativa, mas ela distanciou um pouco a gente dessa missão de ensinar tecnologia. Foi aí que em novembro de 2015 nasceu o Mastertech. Na real a gente não sabia que estava nascendo uma startup.


Camila Achutti no LinkedIn


Fonte:

https://exame.abril.com.br

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